Qui, 11 de Agosto de 2011 17:56

(11.08.11) – Na última sexta-feira (5) o Brasil comemorou os 5 anos da Lei Maria da Penha, contra a violência à mulher. O município de Araruama esteve representado no evento comemorativo, no Rio deJaneiro, com um grupo de mulheres, e no próximo dia 26 voltará a discutir oassunto dentro da II Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulher, que acontece a partir das 8 horas no teatro Municipal de Araruama.

Durante o evento do Rio, na Fundição Progresso, Jaqueline teve a oportunidade de trocar informações e experiências a respeito da Lei Maria da Penha, tendo em vista que o evento contou com a presença deimportantes autoridades nacionais ligadas ao assunto como a secretária de políticas para as mulheres (Presidência da República), ministra Iriny Lopes; a chefe da Polícia Civil, delegada Marta Rocha; o secretário de Estado de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, Rodrigo Neves; a superintendente dos Direitos das Mulheres do Estado, Cecília Soares, além da senadora Benedita da Silva e da homenageada, Maria da Penha, que dá nome à lei.

- Este é um assunto de extrema importância. A Lei Maria da Penha veio para dar mais dignidade à mulher vítima de violência, seja ela doméstica ou não. Ela representa um marco jurídico e histórico de luta das mulheres brasileiras no enfrentamento a violência, mas ainda temos muito a ser discutido e muitos outros passos a ser conquistados – comentou a coordenadora da mulher em Araruama, Jaqueline Soraggi, lembrando que no município são feitos, em média, mil atendimentos na Coordenadoria da Mulher e no Centro de Referência ao longo do último ano. Em nível nacional, desde a criação da Lei Maria da Penha, os números também são significativos, segundo dados revelados no evento:

  • mais de 300 mil processos
  • aproximadamente 100 mil medidas protetivas deferidas
  • 90% da população brasileira tem conhecimento da Lei Maria da Penha
  • mais de 2 milhões de denúncias no telefone 180 (inclusive o atendimento está sendo ampliado para mulheres brasileiras que vivem no exterior)
  • a cada 15 segundos, quatro mulheres são agredidas


- São dados que não podem e não devem ser ignorados. E, por isso, também farão parte da programação da nossa conferência. Já tivemos algumas reuniões, definimos alguns temas, e a violência contra a mulher será um dos assuntos debatidos no próximo dia 26 – reforçou Jaqueline.


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