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Entre palavras e responsabilidades: Aline Midlej debate o poder do jornalismo e da literatura na FLA Araru

Jornalista da GloboNews participou do Encontros Literários na tenda principal neste domingo (16), na Praça Antônio Raposo

por Redação Publicado em 16/08/2026 às 16:47 21 Visualizações

A força das palavras, a responsabilidade de quem conta histórias e os limites entre jornalismo e criação literária foram o centro do debate que lotou a tenda principal da Feira Literária de Araruama (FLA Araru), neste domingo (16), na Praça Antônio Raposo, no Centro da cidade. 

Convidada do circuito de encontros literários, a jornalista da Globo News Aline Midlej levou ao público uma reflexão sobre um dos temas mais urgentes da atualidade: “Quem conta a nossa história? O poder das palavras na opinião pública e os desafios éticos entre reportagem e criação literária", que teve mediação de Omar Salomão.

Diante de uma plateia que acompanhou atentamente a palestra, Aline falou sobre o impacto que a atividade jornalística exerce na sociedade e sobre a responsabilidade de transformar acontecimentos em narrativas capazes não apenas de informar, mas também de provocar reflexão.

Com experiência na televisão e também ligada à escrita e à literatura, a jornalista destacou a necessidade de não perder de vista o compromisso humano por trás da profissão. Segundo ela, a visibilidade proporcionada pela televisão pode trazer o risco do deslumbramento, mas a conexão com a escrita e com histórias que tenham impacto social funciona como um ponto de equilíbrio.

“Quando você, enquanto jornalista de TV, tem uma projeção muito grande, você pode se deslumbrar, mas eu procuro sempre me manter conectada com essa Aline que gosta de escrever, gosta de contar histórias e que tenham impacto na sociedade, porque isso é uma baita responsabilidade.”


Informação, contexto e responsabilidade humana

Em um momento de forte reflexão, Aline abordou também o papel do jornalista diante das diferentes formas de violência presentes na sociedade. Para ela, a cobertura jornalística não pode ignorar a realidade humana que existe por trás dos números e das notícias.

“Como não me posicionar diante das barbáries, onde se morre diante da sua condição social? Existe uma cultura onde violam os seus. É a violência do cotidiano embrenhada.”

A fala colocou em discussão uma questão que atravessa o jornalismo contemporâneo: até onde vai a neutralidade de quem noticia diante de situações de desigualdade, violência e injustiça.

Aline defendeu que o jornalismo tem, sim, o dever de informar, mas que isso não significa abrir mão da contextualização e da capacidade de estimular o pensamento crítico. “Jornalismo tem esse papel, dar a notícia, mas também dar contexto, eu vou trazer, sim, reflexão. Não é posição política, é posição humana.”

A declaração sintetizou uma das principais ideias apresentadas durante o encontro: a de que contar uma história é também assumir responsabilidade sobre a maneira como aquela realidade chega ao público.

Ao aproximar jornalismo e literatura, a palestra também evidenciou o poder da narrativa na construção da percepção coletiva. A palavra pode informar, mas também pode ampliar vozes, revelar realidades pouco conhecidas e provocar novas formas de enxergar o cotidiano. Foi nesse encontro entre informação, narrativa e responsabilidade que a participação de Aline Midlej ganhou destaque na programação da FLA Araru. 

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