Trabalho desenvolvido na unidade integra as ações que colocaram Araruama entre as finalistas do Prêmio SIM à Igualdade Racial 2026
O som dos tambores, as vozes das crianças e o orgulho estampado em cada apresentação cultural ajudam a contar uma história que atravessa gerações na comunidade quilombola de Sobara, em Araruama. É dentro da Escola Municipal Pastor Alcebíades Ferreira de Mendonça que tradição, memória e educação caminham juntas, fortalecendo a identidade cultural dos alunos e ajudando a preservar as raízes da comunidade.
Entre os estudantes, o orgulho pela própria história transparece nas falas, nas músicas e nas manifestações culturais realizadas ao longo do ano. Aos 10 anos, Isadora Souza carrega no peito a emoção de representar a história de Sobara.
“Essa escola representa o nosso povo africano. Meu avô, meu tio, minha mãe e meu pai estudaram aqui. Eu cresci nessa escola e tenho muito orgulho da nossa raiz e da nossa cultura quilombola”, comentou.
Integrante do grupo de batuque da comunidade, Isadora participa das apresentações culturais promovidas na escola e canta com emoção o hino de Sobara, símbolo da resistência e da força do povo quilombola:
“Sobara, a nossa terra.
Sobara, a nossa gente.
Nós somos um povo livre,
não estamos presos por correntes.”
O trabalho desenvolvido na unidade integra as ações que colocaram Araruama entre 10 secretarias de Educação do Brasil - entre estados e municípios - selecionadas pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) para o Prêmio SIM à Igualdade Racial 2026, considerada a maior premiação antirracista do país.