“Desde que descobri o diagnóstico do câncer, foi tudo muito
rápido. Não fui jogada de um lado para o outro, recebi todo o suporte e fui
muito bem acolhida por toda a equipe da rede municipal de Saúde. E fiz tudo
pelo SUS". O relato de Carla Cristina Teixeira resume uma experiência que
começou com o impacto de um diagnóstico de câncer de mama e passou, em apenas
quatro meses, por diferentes etapas de investigação, acompanhamento e
tratamento pela rede pública de Saúde.
Moradora de Araruama, Carla Cristina Teixeira descobriu o câncer de mama durante um exame de rotina na unidade de saúde do bairro onde é atendida. Como tem histórico familiar da doença, ela já fazia acompanhamento regular e realizava mamografias todos os anos. Foi pelo SUS, a partir do acompanhamento realizado na rede municipal de Saúde, que a alteração foi identificada ainda no início, permitindo que Carla recebesse o diagnóstico e seguisse para as próximas etapas do tratamento.
“Eu não tinha nódulo palpável. Eu fazia o rastreamento por causa do meu histórico familiar e foi no exame que a alteração foi detectada. Foi uma detecção precoce, e isso foi muito importante. Eu procurei a unidade de saúde do meu bairro para fazer um exame de rotina e foi lá que perceberam que algo não estava bem. Recebi o acolhimento e o encaminhamento necessários para seguir todo o processo pelo SUS, até chegar à cirurgia, que foi realizada pela rede estadual”, conta Carla.
A médica solicitou a biópsia e duas semanas depois, o procedimento foi realizado pelo SUS. "Em um mês já estava com mastologista e com os resultados dos exames necessários para definir os próximos passos. No dia 10 de setembro, quatro meses depois da mamografia que apontou a alteração, passei por uma mastectomia total unilateral com esvaziamento e atualmente estou no pós-operatório, aguardando as próximas etapas do tratamento", relembra a paciente.
A história de Carla reforça uma das principais mensagens do Outubro Rosa: informação, acompanhamento regular e diagnóstico precoce podem fazer diferença no enfrentamento do câncer de mama. A prevenção e o acompanhamento devem fazer parte da rotina de saúde da mulher durante todo o ano.
“O rastreamento é essencial. Talvez se eu tivesse deixado para trás, minha situação teria sido outra. O diagnóstico precoce determina a evolução do tratamento. Por isso, vou sempre ressaltar a importância do cuidado. É importante que a gente se toque, se conheça, se cuide e procure a UBS mais próxima para fazer os exames”, ressalta a paciente.