Ação integrada entre secretarias, forças de segurança e protetores visa reforçar combate aos maus-tratos e abandono de animais no município
A criação de uma patrulha de proteção animal para atuar em casos de maus-tratos e abandono esteve entre os principais temas debatidos em uma reunião realizada pela Prefeitura de Araruama nesta terça-feira (26). O encontro contou com a participação de protetores independentes da causa animal e representantes do poder público municipal, como os secretários municipais de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Proteção Animal, André Mônica; e de Segurança, Ordem Pública e Defesa Civil, Pedro Soares.
A proposta prevê uma atuação integrada entre a Prefeitura, Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. Segundo o secretário André Mônica, a iniciativa busca ampliar a atuação do município na defesa da causa animal.
“Foi um bate-papo inicial para uma ação que a gente planeja entre a Secretaria de Segurança e a Secretaria de Agricultura, Pesca e Proteção Animal, no sentido de colocar em prática uma patrulha de proteção da causa animal para atuar nos casos identificados de maus-tratos e abandono. A reunião foi muito produtiva”, destacou.
O secretário também ressaltou que o município já possui estrutura voltada ao atendimento animal, como a Clínica Animal e o sítio de proteção para animais de grande porte, mas reconheceu o crescimento da demanda.
“A Prefeitura já está em fase de estudos para a ampliação da Clínica Animal e também para a implantação de um serviço voltado à aplicação do protocolo CED, que significa Captura, Esterilização e Devolução Identificada dos animais sem tutor”, explicou.
A ativista da causa animal, Tarcila Ponciano, avaliou positivamente o encontro e destacou a importância da abertura de diálogo entre os protetores e o poder público.
“A gente provocou essa reunião justamente pela falta de apoio no acolhimento das denúncias de maus-tratos. Agora vai ter uma união da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil. Vai ser criada uma patrulha animal, com um carro específico para essas demandas e acolhimento tanto da denúncia quanto do animal”, afirmou.
Ela também destacou que os protetores se sentiram ouvidos durante a reunião.
“Dessa vez, eu acho que a gente foi ouvido, sim. A Prefeitura está com projetos em andamento e a gente recebeu um retorno do que já vinha sendo discutido. Então, a gente foi escutada”, completou.